TSA - A Visão do Futuro

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Sábado, 21 / 01 / 12

Reflexão Final

Reflexão Final


No âmbito da Unidade Curricular, Estágio de Aprendizagem III, inserida no 1º Semestre do 4º Ano do II Curso de Saúde Ambiental, foi-nos proposto a realização de um e-portefólio, do qual “nasceu” este blogue, onde partilhei as actividades desenvolvidas e as experiências vividas.

 

A criação do blogue vem na sequência de um momento de avaliação relativo ao estágio curricular para além, de ter permitido troca de ideias entre os colegas que se encontravam nas diversas unidades de Saúde Pública dos Agrupamentos de Centro de Saúde, permitindo saber as diversas actividades por eles realizadas.

 

Quando, ao início nos foi proposto a criação deste blogue afim de relatar todas as experiências vividas durante o estágio, fiquei um pouco relutante devido ao facto de nunca ter criado/participado na gestão de um blogue, sendo que as primeiras impressões não foram muito positivas, no entanto e como gosto de desafios procurei desenvolver os meus conhecimentos nesta área, dando o melhor em prol da gestão do mesmo conseguindo, do meu ponto de vista, apresentar um documento que possa ser válido e credível perante a veracidade dos factos relatados.

 

A ideia de criação do blogue é bastante inovadora, e enquanto discente do curso de Saúde Ambiental tornou-se uma ferramenta dinâmica e útil, deixando assim à margem os relatórios de estágio. Através da criação desta ferramenta foi possível compilar informação acessível a todos os interessados acerca das actividades desenvolvidas e mesmo da legislação aplicada à área. Sendo o curso de Saúde Ambiental pouco visível para muita gente, não sabendo muito do que se faz nesta actividade, a criação deste blogue permite assim dissipar algumas dúvidas perante as actividades desenvolvidas pelo profissional de saúde ambiental, sendo possível a sua divulgação na maior rede de comunicação do Mundo, como é a internet.

 

O estágio teve o seu início no dia 7 de Novembro de 2011 na Unidade de Saúde Pública do Centro de Saúde de Viana do Alentejo, estendendo-se esta actividade também ao Centro de Saúde de Portel, monitorizando estes dois concelhos do distrito de Évora.

 

As expectativas eram muitas e posso confidenciar que durante o estágio abrangemos todos os aspectos relacionados com o desempenho da profissão de Técnico de Saúde Ambiental no qual permitiu, deste modo, consolidar conhecimentos e prática no desempenho futuro da profissão. O facto de estarmos em contacto permanente com a Unidade de Saúde Pública de Évora ajudou-nos muito devido aos recursos serem em número superior e o volume de trabalho também o ser.

 

Durante a realização das actividades, o acompanhamento por parte da Dra. Márcia Marques foi importante no sentido de nos orientar perante as actividades a desenvolver, fossem elas relacionadas com vigilância em piscinas ou mesmo a nível da emissão de pareceres acerca de projecto de estabelecimentos de restauração e bebidas sendo, a actividade relacionada com os manipuladores aquela que me tenha deixado com mais curiosidade e que acabámos por realizar no nosso último dia de estágio.

 

Em suma, considero esta experiência muito enriquecedora tanto a nível pessoal como a nível profissional.

 

Quero, desta forma, agradecer a forma como fui recebido e acompanhado neste estágio pela Dra. Márcia Marques, nossa orientadora de estágio, pelo Dr. Augusto Santana Brito, Delegado de Saúde responsável pelos Centros de Saúde de Viana do Alentejo e Portel, à Dra. Carla Mariano, Técnica de Saúde Ambiental na Unidade de Saúde Pública em Évora, à Eng. Sónia Caeiro, engenheira do ambiente do Agrupamento de Centros de Saúde de Évora e, por fim, ao Dr. Agostinho Simão, Delegado de Saúde em Évora pelo apoio e conhecimentos transmitidos durante o estágio e, também ao professor Manuel Albino pelo apoio e esclarecimentos prestados durante a realização do estágio.

Procurei dar o melhor de mim e absorver ao máximo todos os aspectos relacionados com o desempenho da profissão de Técnico de Saúde Ambiental procurando, desta forma, desempenhar com toda a motivação a profissão.

 

 

Saudações Ambientais

José Borracha

II Curso de Saúde Ambiental

 

 


publicado por jborracha às 17:02
Sábado, 21 / 01 / 12

"Projecto Desta Água Não Beberei" (Post 20/1/2012)

Fontanários....

 

Através desta imagem é possível identificar comportamentos que ainda se mantém mesmo perante o aviso de "água não controlada"....


publicado por jborracha às 16:55
Sábado, 21 / 01 / 12

Vigilância no âmbito da higiene e segurança alimentar num Lar de Idosos

Vigilância no âmbito da higiene e segurança alimentar num Lar de Idosos


Continuando no âmbito do programa qualidade, higiene e segurança alimentar, descrito anteriormente num post (dia 29/11/2011), realizou-se uma visita a um Lar de Idosos.  


Nesta visita a este espaço realizaram-se as seguintes actividades:


- Realização de visitas técnicas aos estabelecimentos, para avaliação da higiene, segurança e funcionamento.  Esta visita foi realizada pela Técnica de Saúde Ambiental, estagiários de Saúde ambiental e Médico de Saúde Pública da USP acompanhado de um estagiário de Medicina; Neste ponto procedeu-se à observação de diversos pontos presentes numa ficha de apoio criada pelo ACES II- Unidade de Saúde Pública.


Destes pontos destaco as condições gerais do espaço (Ventilação, arrumação e limpeza, existência de electrocutor de insectos, planos de limpeza, zonas diversas de preparação...), cozinha/copas( pavimentos, paredes, tectos, iluminação, exaustão, cubas de lavagem,...), Armazenagem(alimentos bem acondicionados e separados por categorias, equipamentos de frio com capacidade adequada, conservações feitas a temperaturas adequadas,...) e Manipuladores( Vestuário adequado e limpo, pessoal com boa higiene individual,...).


- Realização de esfregaços no estabelecimento para posterior ensaio microbiológico; Estes efectuaram-se às mãos das manipuladoras de alimentos (cozinheira e uma auxiliar), a alguns copos onde servem a bebida aos utentes, numa superfície zona limpa e numa fiambreira.


Os diversos passos realizados nesta actividade são descritos sequencialmente de seguida através de algumas imagens... 

 

                

Imagem 1- Preparação antes da realização da tarefa

 

 

 Imagem 2- Colheitas a manipuladores

 

 

 

 

 

 Imagem 3- Em copos

 

 

 

 Imagem 4- Colheita numa superfície delimitada 

 

 

Imagem 5- Colheita numa fiambreira 

 

       

   

Imagem 6- Conservação das amostras recolhidas e sua arrumação antes da entrega no laboratório para análise

 

 

 

 

 

 

publicado por jborracha às 16:39
Sábado, 21 / 01 / 12

Visita às ETAR´S

Visita às ETAR´S 


Durante a realização do estágio curricular na Unidade de Saúde Pública tivemos a oportunidade de efectuar uma visita guiada a alguma ETAR´S no sentido de poder conhecer o seu processo de funcionamento. Esta visita é realizada no âmbito do Conteúdo Funcional do Técnico de Saúde Ambiental, Decreto-Lei 117/95, de 30 de Maio na área da protecção sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doenças, procurando, deste modo, conhecer a qualidade dessas mesmas águas residuais e as respectivas descargas após tratamento no meio hídrico.

 

Esta visita foi guiada pela Engenheira da empresa Águas Públicas do Alentejo, entidade responsável pela gestão das ETAR´S do concelho, sendo que foi-nos dado a conhecer que a gestão das ETAR´S passará a ser responsabilidade de uma empresa externa após adjudicação por concurso público.

 

Numa localidade encontrámos duas ETAR´S, uma localizada a Sul e outra localizada a Norte da referida localidade.

A ETAR localizada a Sul é a mais recente, data de 2009, sendo uma ETAR compacta com funcionamento através de um Reactor Biológico, sem antes de passar pela obra de entrada  onde é realizado uma gradagem, tratamento de águas residuais brutas e tem como objectivo a remoção de sólidos grosseiros à entrada de uma Estação de águas Residuais.

 

A remoção dos sólidos grosseiros tem as seguintes finalidades:

 

- Protecção de dispositivos de transporte e tratamento a jusante;

 

- Eliminação de sólidos grosseiros nos meios receptores (sólidos grosseiros flutuantes);

 

- Aumento da eficiência de tratamento do sistema, pela eliminação inicial de matéria orgânica.

 

Após a passagem pela obra de entrada, as águas residuais entram no reactor biológico enterrado, sendo a água residual arejada artificialmente através de um sistema de introdução forçada de ar. Ocorre o contacto entre a matéria orgânica presente na água residual e os microorganismos responsáveis pelo processo de oxidação. O processo decorre a nível da massa biologicamente activa na água residual resultante do processo de floculação das partículas coloidais e inorgânicas e de células vivas, principalmente as bactérias e protozoários, as denominadas lamas activadas. Deste processo resulta a transformação da matéria orgânica em materiais mineralizados e decantáveis.

 

O arejamento assegura a degradação biológica aeróbia do efluente, garantindo-se deste modo elevados níveis de tratamento e a ausência de odores desagradáveis. Os níveis de ruído gerados pelo soprador são desprezáveis.

 

O arejamento da massa líquida será efectuado através de um sistema de difusão por bolha fina de alto rendimento, constituído por um conjunto de Difusores de EPDM (Sistema Anti-Colmatação) alimentados por um electro-soprador de canal lateral.

 

O sistema de difusão por bolha fina representa um avanço tecnológico relativamente aos sistemas de arejamento tradicionais uma vez que apresenta as seguintes vantagens técnicas:

 

• Distribuição Homogénea do Ar introduzido no Bioreactor, garantindo uma mistura completa do “Licor Misto” e evitando zonas localizadas de perturbação, com potencial quebra dos flocos biológicos gerados;

 

• Elevado Coeficiente de Transferência de O2 para a massa líquida, relativamente aos sistemas tradicionais, com consequente redução do consumo de energia verificado na Operação de Arejamento;

 

• Eliminação de fenómenos de colmatação, através da utilização de Difusores em EPDM em detrimento dos tradicionais Difusores Cerâmicos;

• Ausência de equipamentos electromecânicos submersos, facilitando a identificação de potenciais anomalias e operações de manutenção preventiva e/ou correctiva.  

 

Posteriormente à passagem pelo reactor biológico, as águas residuais sofrem uma decantação secundária, a água separa-se por simples decantação no decantador ou clarificador, sendo a água tratada evacuada por descarregadores de superfície. Uma parte das lamas é recirculada por bombagem para o tanque de arejamento de forma a manter constante a população bacteriana. Os ciclos de funcionamento poderão ser ajustados, no decurso da exploração do sistema, tendo em conta as condições reais de afluência. 

 

O controlo analítico do efluente tratado será efectuado numa caixa de amostragem colocada a jusante do sistema de tratamento.

As lamas em excesso (de quantidade reduzida em sistemas de baixa carga) serão removidas periodicamente e conduzidas a destino final, podendo equacionar-se a sua valorização agrícola como correctivo orgânico.

 

Esta ETAR embora recente apresenta algumas deficiências pelo facto de não ter um processo de desengorduramento no tratamento das águas residuais, em alturas de elevada pluviosidade, a ETAR tem dificuldades para efectuar o tratamento total, ocorrendo, desta forma, descarga directa no meio hídrico e por fim, nesta localidade existe uma fábrica de massa de pimentão que em períodos de laboração, causa grande constrangimento na ETAR através das suas descargas de águas residuais sem qualquer tratamento prévio.

  

                      

A ETAR, localizada a Norte da localidade é mais antiga e tem o seu tratamento por lagunagem, apresentando 3 lagoas que realizam o tratamento necessário antes da descarga em meio hídrico.

 

Podemos definir o processo de lagunagem como um tratamento biológico de águas residuais baseado num desenvolvimento simbiótico de algas e bactérias à custa da degradação da matéria orgânica.

 

Vantagens:

 

- Menores custos de investimento e exploração.

 

- Poder de suporte de fortes variações de carga orgânica e pH.

 

- Elevado coeficiente de troca de calor com a atmosfera (importante em casos de poluição térmica).

 

- Grandes percentagens de remoção de CBO5 e SST.

 

Inconvenientes:

 

- Sensibilidade às baixas temperaturas;

 

- Necessidade de grandes superfícies de terreno;

 

- Possível desenvolvimento de maus cheiros.

 

Estas águas residuais passam por uma obra de entrada constituída por duas grelhas de limpeza manual; uma lagoa anaeróbia que é a que apresenta maior profundidade (5 metros) e onde se acumulam lamas; uma lagoa facultativa, com a área de maiores dimensões onde a degradação de matéria orgânica é degradada; uma lagoa de maturação, local onde os detritos ficam a maturar e, também onde as águas são devolvidas ao meio hídrico.

 

Deve notar-se que neste tipo de tratamento as lamas devem ser sujeitas à sua remoção de 4 em 4 anos ou de 5 em 5 anos, sendo que, na maioria dos casos esta situação não ocorre.

 

Numa outra localidade visitámos uma ETAR em que o processo de tratamento é igual ao referido acima, com uma pequena nuance verificada, neste equipamento verificamos a presença de 4 lagoas em vez das 3 identificadas na anterior.

 

    

                                                                                                                 

Por fim visitámos numa outra localidade uma ETAR em que o tratamento é realizado por leitos percolados, tratamento biológico. Na obra de entrada, o processo é através de gradagem, tratamento de águas residuais brutas e tem como objectivo a remoção de sólidos grosseiros à entrada de uma Estação de águas Residuais.

 

A remoção dos sólidos grosseiros tem as seguintes finalidades:

 

- Protecção de dispositivos de transporte e tratamento a jusante;

 

- Eliminação de sólidos grosseiros nos meios receptores (sólidos grosseiros flutuantes);

 

- Aumento da eficiência de tratamento do sistema, pela eliminação inicial de matéria orgânica.

 

Posteriormente após a gradagem, as águas residuais seguem para um tanque imhoff, composto por duas zonas, na zona central é realizada uma decantação das lamas e, ao redor é realizada uma digestão anaeróbia da matéria orgânica, sendo realizada uma nova gradagem improvisada à saída do tanque para o leito percolador, devido aos detritos ainda existentes e que não foram bem gradados.

 

No leito percolador, após o tratamento preliminar, o efluente passa pelo decantador primário até chegar ao leito percolador de enchimento variável. Aqui o efluente entra num distribuidor rotativo e vai criar no leito um filme biológico constituído por um aglomerado de bactérias que fazem a decomposição da matéria orgânica. Quando o efluente é escoado pode ser feita a recirculação em torno do leito percolador ou a descarga no meio receptor. No entanto, a recirculação deve ser feita de preferência a partir do efluente tratado do decantador secundário, pois neste caso a matéria orgânica encontra-se diluída e, por conseguinte, não ocorre o risco de o leito percolador sofrer colmatação dos espaços vazios de enchimento.

 

As lamas resultantes deste processo são direccionadas para leitos/tanques de secagem para sofrer desidratação, sendo a água tratada descarregada em meio hídrico.

 

      

                                                                                                                                       

Após esta visita podemos concluir que existem bastantes deficiências no normal funcionamento das ETAR´S em questão, sendo que os processos, por vezes, não são cumpridos na sua totalidade e também pelo facto de os equipamentos se encontrarem bastante degradados, afectando, desta forma, o seu normal funcionamento.

 

 

 

publicado por jborracha às 15:40
Sábado, 21 / 01 / 12

Notícia Jornal Público

 

Notícia do Jornal "O Público"

 

Na sequência do post anterior, deixo-vos um artigo relacionado com o consumo de água de fontes e fontanários e os perigos para a saúde humana.

 

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

Catarina Gomes "Maioria dos fontanários do país não possui água própria para consumo", diz estudo Instituto analisou 41 fontes em Sintra, mas defende que risco para a saúde pública é extensível a milhares de nascentes espalhadas no país "Já o meu avô e o meu pai lá bebiam", "eu sempre bebi esta água e nunca me fez mal". São frases usadas como justificação por muitas pessoas para continuarem a ingerir água dos milhares de fontanários espalhados pelo país, refere Helena Rebelo, coordenadora do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), coordenadora de um estudo que encontrou nestas nascentes águas com "um elevado risco para a saúde" e onde se diz que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano". Estamos em pleno Verão, época de viagens e paragens para refrescar em fontes de beira de estrada. Helena Rebelo não aconselha as pessoas a beberem nestes locais, mesmo que o tenham feito antes sem problemas de saúde associados. No estudo que coordenou, avaliou 41 fontanários localizados na área de Sintra e "só dois tinham águas em condições de ser bebida e eram muito poucos os que tinham placas a indicá-lo", enquanto 38 se revestiam de "um alto risco para a saúde, podendo desencadear doenças infecciosas". Helena Rebelo defende que, embora esta não seja uma amostra estatisticamente representativa do país, o alerta de perigo para a saúde pública é extensível a milhares de outras fontes espalhadas pelo país, que, em regra, não são vigiadas. "A maior parte dos fontanários estão ao abandono", lembra, sublinhando que "continuam por definir competências em matéria de gestão e preservação destes recursos hídricos". O estudo foi divulgado recentemente no site da instituição e as amostras de água foram recolhidas entre Fevereiro de 2006 e Abril de 2007. O estudo conclui que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano", lê-se, identificando-se como "um problema real de saúde pública que requer a atenção das autoridades de saúde, das autarquias locais e da população em geral". A investigadora do INSA nota que algumas pessoas até escolhem este tipo de água por oposição à água da rede pública, a qual, apesar de tratada e sujeita a análises regulares, ainda é olhada com desconfiança. O próprio estudo alude à convicção de que "algumas nascentes naturais possuem propriedades terapêuticas". "Ainda existe a ideia de que as águas não tratadas são naturais. Agora o que é natural é bem. É difícil mudar mentalidades", constata. O problema é que "as fontes de poluição continuam a aumentar". Tanto podem ser uma fossa séptica como pastagens com animais ou rupturas em redes de esgotos. Aliás, a própria agricultura e o uso de pesticidas e fertilizantes colocados no solo podem ser também a origem do problema. Nalgumas fontes foram encontrados nitratos de origem agrícola. O facto de uma pessoa ter consumido dessa água contaminada e não ter ficado doente não faz dessa água própria para consumo. "Não basta um copo para se ficar doente", alerta, notando ainda que os organismos não reagem da mesma forma e que crianças ou pessoas com doenças pré-existentes e com o sistema imunitário mais vulnerável podem estar propensas a complicações. A "contaminação microbiológica de origem fecal", que foi encontrada em 87,8 por cento das análises afectadas, incluindo a presença da agora famosa bactéria Escherichia coli, tem como complicação mais comum a gastroenterite, com sintomas como febre, diarreia e vómitos. Como consequência do trabalho, a autarquia passou a assinalar as fontes com água imprópria para consumo, nota Helena Rebelo, mas o estudo propõe o seu encerramento. A DECO alertou para contaminação, a Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores divulgou em Junho o resultado a uma análise a 35 fontanários de norte a sul do país que demonstrou que 12 tinham água imprópria para consumo. Ou seja, um em cada três continha água de má qualidade. "Ingeri-la é arriscar a saúde, pois não tem ligação à rede pública, nem tratamento ou controlo", lia-se na revista Proteste. O problema foi a contaminação bacteriológica por Escherichia coli, Enterococus, Clostridium Perfringens ou coliformes fecais, presentes em fontanários de dez localidades - Almeida, Baião, Beja, Elvas, Loulé, Nisa, Santarém, Santiago do Cacém, Vale de Cambra e Santa Maria de Viseu. Já em Caneças, Odivelas, a água excedia o limite máximo de chumbo e alumínio e em Abrantes o problema eram valores de manganês. Em 2004, a revista Teste Saúde tinha feito um estudo semelhante, voltando agora a estudar os mesmos 18 fontanários que revelaram água contaminada.


publicado por jborracha às 15:32
Sexta-feira, 20 / 01 / 12

Projecto- "Desta Água não beberei"

Projecto- "Desta Água não beberei"

 

O projecto "Desta Água não beberei" surgiu no sentido de alertar a população para o facto de as águas de fontes e fontanários serem um potencial foco de transmissão de doenças, causando dano na saúde humana dos seu utilizadores.

Este projecto tem a colaboração do ACES II-Agrupamento de Centros de Saúde onde se insere o Centro de Saúde de Viana do Alentejo a nível da Unidade de Saúde Pública e uma turma do 12º Ano ao nível da disciplina de Biologia da Escola Secundária da localidade.

Em seguida, segue uma pequena apresentação acerca do projecto em causa e que foi transmitida por mim e pelo meu colega Hugo Soudo em também pelo médico estagiário na Unidade de Saúde.

 

 

    

 

 

 

    

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

   

 

 

publicado por jborracha às 17:41
Sexta-feira, 20 / 01 / 12

Vigilância Sanitária

Vigilância Sanitária

 

 

Segundo o Decreto-Lei n.º 82/2009 de 2 de Abril, na sua alínea a) do número 3 do artigo 5º, compete às autoridades de saúde “vigiar o nível sanitário dos aglomerados populacionais,  dos serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública e determinar as medidas correctivas necessárias á defesa da saúde publica.”

No caso das piscinas, tendo em conta os diversos perigos que poderão estar associados à sua utilização, a operacionalização destas competências deverá incluir, entre outras actividades, a vigilância epidemiológica de eventos adversos para a saúde associados à frequência de piscinas ou dos trabalhadores desses locais, a vigilância sanitária da qualidade da água dos tanques e da água para consumo humano e a verificação dos métodos de controlo da qualidade do ar em piscinas cobertas.


A actividade aqui descrita por este post surgiu com o objectivo de elaborar uma caracterização técnica e a avaliação das condições higio-sanitárias e de funcionamento de um “health Club”.

Para efectuar esta caracterização, foi preenchido o questionário “Avaliação das condições de instalação e funcionamento de piscinas” (Anexo II - A), que tem como objectivos:

- A identificação da piscina;

- A caracterização dos sistemas de abastecimento de água, quer para consumo humano, quer para alimentação do(s) tanque(s);

- A caracterização do(s) tanque(s);

- A caracterização de todos os serviços complementares e anexos.


Para além deste tópico procedeu-se ainda à avaliação das condições higio -sanitárias e de funcionamento, segundo o questionário do Anexo II – B, da mesma directiva (DIRECTIVA 14/DA 21/08/2009).  


Este local apresentava no geral excelentes condições higio-sanitárias, devendo apenas fazer referência a alguma degradação de calhas de escoamento nos balneários e a chuveiros (oxidados).

Para além deste ponto, e o que considero mais importante, foi quando tivemos acesso aos Boletins de Análises anteriores efectuadas à água (são realizadas por Laboratório Acreditado, que posteriormente são fornecidas à empresa exterior que executa e controla todo o tratamento da água), em que na sua grande maioria apresentavam incumprimentos, alguns deles com alguma gravidade.  

Hoje em dia, com a crescente preocupação pessoal com a procura de "O corpo Perfeito", aliado a um maior conhecimento de todos os benefícios que podem surgir de uma prática regular de exercício físico, ocorreu consequentemente um desenvolvimento de diversos locais (ginásios, health clubs,...), cada vez mais sofisticados e com cada vez mais actividades possíveis de realizar para responder a essa procura.

"...No entanto, diversas questões se colocam relativamente à sua qualidade (por exemplo: temperatura, ausência ou insuficiência de agente desinfectante, deficiências da renovação da água); às suas características estruturais (por exemplo: saídas de emergência em número insuficiente, ausência de acessibilidade a cidadãos com mobilidade condicionada) e às suas condições de funcionamento (por exemplo: formação insuficiente dos responsáveis pelo tratamento da água, nadadores salvadores sem habilitação para tal)..."- DIRECTIVA 14/DA 21/08/2009.


Com a preocupação principal de responder aos pedidos e gostos das pessoas, adquirindo cada vez uma maior população nas suas actividades, ganhando assim lucros milionários, estes locais muitas vezes descuram estes potenciais perigos em Saúde Pública e, é neste sentido que é necessária uma maior vigilância neste género de actividades como esta que realizámos.

 

 

Legislação:

 DIRECTIVA 14/DA 21/08/2009

Decreto-Lei n.º 82/2009 de 2 de Abril,

 

 

 

 

 

publicado por jborracha às 16:19
Sexta-feira, 20 / 01 / 12

A gestão dos resíduos hospitalares

A gestão dos resíduos hospitalares

 

São considerados resíduos hospitalares, de acordo com o Decreto-lei nº178/2006 de 5 de Setembro,  os resíduos resultantes de actividades médicas desenvolvidas em unidades de prestação de cuidados de saúde, em actividades de prevenção, diagnostico, tratamento, reabilitação e investigação, relacionada com seres humanos ou animais, em farmácias, em actividades médico-legais, de ensino e em quaisquer outras que envolvam procedimentos invasivos, tais como acupunctura, piercings e tatuagens.


 O despacho nº242/96 de 13 de Agosto, classificou os resíduos hospitalares em quatro grupos distintos, sendo os resíduos objecto de tratamento apropriado diferenciado consoante o grupo a que pertencem:

Grupo I  – Resíduos equiparados a urbanos ( Resíduos provenientes de serviços gerais (como de gabinetes, salas de reunião,...);

Grupo II  – Resíduos hospitalares não perigosos - não estão sujeitos a tratamentos específicos, podendo ser equiparados a urbano (Ex. Material ortopédico: talas, gessos e ligaduras gessadas não contaminados e sem vestígios de sangue,...);

Grupo III - Resíduos hospitalares de risco biológico - resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação, susceptíveis de incineração ou de outro pré-tratamento eficaz, permitindo posterior eliminação como resíduo urbano( Ex. Todos os resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes infecciosos ou suspeitos,...);

Grupo IV  – Resíduos hospitalares específicos - resíduos de vários tipos de incineração obrigatória (Ex. Peças anatómicas identificáveis, Cadáveres de animais de experiência laboratorial, Materiais cortantes e perfurantes: agulhas, catéteres e todo o material invasivo,...).

 Considera-se gestão dos resíduos as operações de recolha, transporte, armazenagem, tratamento, valorização e eliminação de resíduos e visa, preferencialmente, a prevenção, ou redução da produção e /ou nocividade dos resíduos para a saúde humana e para o ambiente.

Com o intuito de atingir esses objectivos, o Despacho nº242/96 de 13 de Agosto, no seu nº7 estabelece que “ Cada unidade de saúde deve ter um plano adequado à sua dimensão, estrutura e a quantidade de resíduos produzidos para a circulação destes, devendo o circuito ser definido segundo critérios de operacionalidade para doentes, trabalhadores e publico em geral.

 

 

Assim, já existem quer a nível do ACES quer do próprio Centro de Saúde de Viana do Alentejo, Planos de Gestão de Resíduos Hospitalares. Neste momento pretende-se renovar, melhorar e dar continuidade a este plano, adaptando-se procedimentos e métodos à realidade actual.

Em relação concretamente à Intervenção do Técnico de Saúde Ambiental, a nível dos serviços de saúde pública nesta temática, surge enquadrada nas seguintes actividades:

- Elaboração do plano de gestão de resíduos hospitalares;

- Colaboração na sua implementação;

- Vigilância epidemiológica de eventuais casos que surjam devido a exposição a Resíduos Hospitalares;

- Colaborar em acções que visem a minimização de riscos;

- Colaborar na elaboração de acções de informação e sensibilização.

Este plano nutre grande importância, nomeadamente para o decréscimo dos problemas associados a gestão dos resíduos Hospitalares (como os acidentes e as doenças profissionais), procurando, promover um melhor desempenho por parte dos profissionais com responsabilidades na área da gestão de resíduos, devido a uma melhor optimização de procedimentos por parte dos profissionais que participam nesta gestão.

publicado por jborracha às 16:00
Sexta-feira, 20 / 01 / 12

Saúde Escolar

Saúde Escolar

 

 

 

A escola, é um espaço que deve ser encarado como seguro e saudável, que facilita a adopção de comportamentos mais saudáveis, encontrando-se por isso numa posição ideal para promover e manter a saúde da comunidade educativa e da comunidade envolvente.


Desta forma, surgiu o Programa Nacional de Saúde Escolar que tem como principais objectivos:

ü  Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa;

ü  Apoiar a inclusão escolar de crianças com necessidades de saúde e educativas especiais;

ü  Promover um ambiente escolar seguro e saudável;

ü  Reforçar os factores de protecção relacionados com os estilos de vida saudáveis;

ü  Contribuir para o desenvolvimento dos princípios das escolas promotoras da saúde.


O Programa Nacional de Saúde Escolar divulgado através da Circular Normativa n.º7/DSE de 29/6/2006 tem, entre outros, o objectivo específico de promover um ambiente escolar seguro e saudável.  


É fundamental a promoção da segurança e a prevenção dos acidentes - em parceria efectiva com os órgãos de gestão dos estabelecimentos de educação e ensino, assim como a avaliação das condições de segurança, higiene e saúde destes estabelecimentos, realizada pelas equipas de saúde escolar em estreita articulação com os serviços de saúde pública/autoridades de saúde dos Centros de Saúde.

 

 

 


A actividade aqui descrita neste post vem nesse sentido, com a realização de uma Vistoria a um estabelecimento de Ensino Primário. Nesta actividade utilizou-se como suporte a Checklist de avaliação das condições de segurança e higiene e saúde dos estabelecimentos de ensino presente na Circular Normatica nº12/ DSE de 29/11/2006 (http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008418.pdf).

 


 Em relação concretamente ao local, verificámos que o estabelecimento dispõe, no geral, de boas condições de higiene, segurança e saúde. Assim, de modo a manter ou melhorar essas condições, propusemos apenas alguns pontos de simples resolução para a escola.


Os dados obtidos serão posteriormente enviados à escola e poderão também ser colocados numa plataforma organizada especificamente no âmbito deste Programa.  


O Login com o «Nome do utilizador e senha de acesso» ao formulário electrónico será entregue ao Responsável Regional da Saúde Escolar de cada ARS, que de acordo com orientações da tutela o pode atribuir ao director do Centro de Saúde, ao Serviço de Saúde Pública, ao Coordenador da Saúde Escolar, ou outro com acesso ao equipamento informático do Centro de Saúde para a  introdução dos dados do Formulário na página web da Direcção-Geral da Saúde.


O preenchimento da Ficha é feito através da página  web da Direcção-Geral da Saúde onde os dados ficarão armazenados o que permitirá efectuar a sua análise através de quadros de apuramentos, que poderão ser executados on-line.


Este tipo de vistorias é importantíssimo na medida em que permite informar os órgãos de gestão dos estabelecimentos de educação e ensino e sensibilizar toda a comunidade educativa para os riscos dos acidentes escolares, apontando soluções que passam essencialmente por medidas de prevenção e resolução do que foi observado no terreno durante a vistoria. 


Para além desse ponto, é assim possível ter uma continua avaliação das condições dos estabelecimentos de ensino abrangidos pelo ACES II, observando se foram realizadas as medidas propostas inicialmente, realização de novas vistorias e eventualmente proposta de novas medidas...apresentando assim um ciclo constante de melhoria continua.

 

 

 

Todos sabemos que as vistorias de vigilância de estabelecimentos de educação e ensino publico e/ou privado é uma actividade de extrema importância, tendo como seu principal objectivo descrever as condições de segurança, higiene e saúde deste tipo de estabelecimentos, compreendendo assim o edifício escolar (incluindo também o espaço de jogo e recreio), bem como, de toda a envolvente do recinto escolar. 
A escola deve constituir-se como um espaço seguro e saudável, de modo a proporcionar às crianças uma boa qualidade de vida no seio escolar, assim deverá assegurar saneamento básico, água de qualidade, ambiente de suporte á actividade física e á mobilidade segura, ar exterior e interior livres de poluição, assim como reduzir a exposição das crianças aos riscos físicos, químicos e biológicos.

 

 

 

 

“Uma forma de conhecer a vulnerabilidade das instalações, dos equipamentos e dos espaços onde as crianças brincam e circulam é através da identificação dos riscos no ambiente escolar, com o objectivo de os corrigir ou eliminar. Este procedimento implica um diagnóstico de situação com propostas de correcção e o envolvimento das entidades responsáveis pelos estabelecimentos de educação e ensino, na adopção de soluções.”

 

 

 

 

 

 

O objectivo destas vistorias servem sobretudo para promover um bom ambiente escolar permitindo assim o bem-estar para todos os alunos, funcionários e docentes.

Legislação

 

Decreto-Lei n.º119/2009 de 19 de Maio - Espaço de Jogos e Recreio

 

Documentos pesquisados


publicado por jborracha às 15:43
Sexta-feira, 20 / 01 / 12

“Boas práticas em higiene e segurança alimentar” numa escola do concelho de Viana do Alentejo

“Boas práticas em higiene e segurança alimentar” numa escola do concelho de Viana do Alentejo

 

 Realizou-se no passado dia 22 de Dezembro, numa escola do concelho, a primeira acção de formação, “boas práticas em higiene e segurança alimentar”.

 Foi realizada previamente uma visita técnica, com realização de colheitas para análises laboratoriais (esfregaços a manipuladores de alimentos, loiça/utensílios e superfícies de trabalho).

 O objectivo principal passa por contribuir para a diminuição de riscos no que respeita a toxinfecções alimentares, e é desenvolvido pela Unidade de Saúde Pública do ACES Alentejo Central II em parceria com o Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P., prioritariamente nos estabelecimentos de educação e ensino, e de apoio social.

 Esta primeira acção de formação contou com a participação de 6 manipuladoras de alimentos. Nesta procedeu-se à entrega de uma checklist por nós criada de forma a perceber em que ponto se encontra o conhecimento das manipuladoras/manipuladores de alimentos sobre o assunto. Posteriormente ao preenchimento da checklist seguiu-se o esquema da mesma e fomos observando e discutindo as questões que levantavam maiores problemas e que necessitavam de um maior esclarecimento.

De uma maneira geral posso concluir que a maioria dos intervenientes nesta acção tinha os  conhecimentos teóricos bem presentes sobre o que era proposto. Este facto, no meu entender, deve-se à formação que cada vez mais vão tendo de diversas partes - empresas privadas, unidades de saúde, (...) - que é fundamental e deve ser contínua. 

 

 

Documentos de Interesse:

 

Esta notícia pode ser encontrada no site da ARSAlentejo, através de:

http://www.arsalentejo.min-saude.pt/Noticias/Paginas/Boaspraticasemhigiene.aspx 

publicado por jborracha às 15:29
Este blog surge como forma de publicitar todas as actividades desenvolvidas enquanto estagiário na Unidade de Saúde Pública no Centro de Saúde de Viana do Alentejo.

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