TSA - A Visão do Futuro

 
Sábado, 21 / 01 / 12

Reflexão Final

Reflexão Final


No âmbito da Unidade Curricular, Estágio de Aprendizagem III, inserida no 1º Semestre do 4º Ano do II Curso de Saúde Ambiental, foi-nos proposto a realização de um e-portefólio, do qual “nasceu” este blogue, onde partilhei as actividades desenvolvidas e as experiências vividas.

 

A criação do blogue vem na sequência de um momento de avaliação relativo ao estágio curricular para além, de ter permitido troca de ideias entre os colegas que se encontravam nas diversas unidades de Saúde Pública dos Agrupamentos de Centro de Saúde, permitindo saber as diversas actividades por eles realizadas.

 

Quando, ao início nos foi proposto a criação deste blogue afim de relatar todas as experiências vividas durante o estágio, fiquei um pouco relutante devido ao facto de nunca ter criado/participado na gestão de um blogue, sendo que as primeiras impressões não foram muito positivas, no entanto e como gosto de desafios procurei desenvolver os meus conhecimentos nesta área, dando o melhor em prol da gestão do mesmo conseguindo, do meu ponto de vista, apresentar um documento que possa ser válido e credível perante a veracidade dos factos relatados.

 

A ideia de criação do blogue é bastante inovadora, e enquanto discente do curso de Saúde Ambiental tornou-se uma ferramenta dinâmica e útil, deixando assim à margem os relatórios de estágio. Através da criação desta ferramenta foi possível compilar informação acessível a todos os interessados acerca das actividades desenvolvidas e mesmo da legislação aplicada à área. Sendo o curso de Saúde Ambiental pouco visível para muita gente, não sabendo muito do que se faz nesta actividade, a criação deste blogue permite assim dissipar algumas dúvidas perante as actividades desenvolvidas pelo profissional de saúde ambiental, sendo possível a sua divulgação na maior rede de comunicação do Mundo, como é a internet.

 

O estágio teve o seu início no dia 7 de Novembro de 2011 na Unidade de Saúde Pública do Centro de Saúde de Viana do Alentejo, estendendo-se esta actividade também ao Centro de Saúde de Portel, monitorizando estes dois concelhos do distrito de Évora.

 

As expectativas eram muitas e posso confidenciar que durante o estágio abrangemos todos os aspectos relacionados com o desempenho da profissão de Técnico de Saúde Ambiental no qual permitiu, deste modo, consolidar conhecimentos e prática no desempenho futuro da profissão. O facto de estarmos em contacto permanente com a Unidade de Saúde Pública de Évora ajudou-nos muito devido aos recursos serem em número superior e o volume de trabalho também o ser.

 

Durante a realização das actividades, o acompanhamento por parte da Dra. Márcia Marques foi importante no sentido de nos orientar perante as actividades a desenvolver, fossem elas relacionadas com vigilância em piscinas ou mesmo a nível da emissão de pareceres acerca de projecto de estabelecimentos de restauração e bebidas sendo, a actividade relacionada com os manipuladores aquela que me tenha deixado com mais curiosidade e que acabámos por realizar no nosso último dia de estágio.

 

Em suma, considero esta experiência muito enriquecedora tanto a nível pessoal como a nível profissional.

 

Quero, desta forma, agradecer a forma como fui recebido e acompanhado neste estágio pela Dra. Márcia Marques, nossa orientadora de estágio, pelo Dr. Augusto Santana Brito, Delegado de Saúde responsável pelos Centros de Saúde de Viana do Alentejo e Portel, à Dra. Carla Mariano, Técnica de Saúde Ambiental na Unidade de Saúde Pública em Évora, à Eng. Sónia Caeiro, engenheira do ambiente do Agrupamento de Centros de Saúde de Évora e, por fim, ao Dr. Agostinho Simão, Delegado de Saúde em Évora pelo apoio e conhecimentos transmitidos durante o estágio e, também ao professor Manuel Albino pelo apoio e esclarecimentos prestados durante a realização do estágio.

Procurei dar o melhor de mim e absorver ao máximo todos os aspectos relacionados com o desempenho da profissão de Técnico de Saúde Ambiental procurando, desta forma, desempenhar com toda a motivação a profissão.

 

 

Saudações Ambientais

José Borracha

II Curso de Saúde Ambiental

 

 


publicado por jborracha às 17:02
Sábado, 21 / 01 / 12

"Projecto Desta Água Não Beberei" (Post 20/1/2012)

Fontanários....

 

Através desta imagem é possível identificar comportamentos que ainda se mantém mesmo perante o aviso de "água não controlada"....


publicado por jborracha às 16:55
Sábado, 21 / 01 / 12

Vigilância no âmbito da higiene e segurança alimentar num Lar de Idosos

Vigilância no âmbito da higiene e segurança alimentar num Lar de Idosos


Continuando no âmbito do programa qualidade, higiene e segurança alimentar, descrito anteriormente num post (dia 29/11/2011), realizou-se uma visita a um Lar de Idosos.  


Nesta visita a este espaço realizaram-se as seguintes actividades:


- Realização de visitas técnicas aos estabelecimentos, para avaliação da higiene, segurança e funcionamento.  Esta visita foi realizada pela Técnica de Saúde Ambiental, estagiários de Saúde ambiental e Médico de Saúde Pública da USP acompanhado de um estagiário de Medicina; Neste ponto procedeu-se à observação de diversos pontos presentes numa ficha de apoio criada pelo ACES II- Unidade de Saúde Pública.


Destes pontos destaco as condições gerais do espaço (Ventilação, arrumação e limpeza, existência de electrocutor de insectos, planos de limpeza, zonas diversas de preparação...), cozinha/copas( pavimentos, paredes, tectos, iluminação, exaustão, cubas de lavagem,...), Armazenagem(alimentos bem acondicionados e separados por categorias, equipamentos de frio com capacidade adequada, conservações feitas a temperaturas adequadas,...) e Manipuladores( Vestuário adequado e limpo, pessoal com boa higiene individual,...).


- Realização de esfregaços no estabelecimento para posterior ensaio microbiológico; Estes efectuaram-se às mãos das manipuladoras de alimentos (cozinheira e uma auxiliar), a alguns copos onde servem a bebida aos utentes, numa superfície zona limpa e numa fiambreira.


Os diversos passos realizados nesta actividade são descritos sequencialmente de seguida através de algumas imagens... 

 

                

Imagem 1- Preparação antes da realização da tarefa

 

 

 Imagem 2- Colheitas a manipuladores

 

 

 

 

 

 Imagem 3- Em copos

 

 

 

 Imagem 4- Colheita numa superfície delimitada 

 

 

Imagem 5- Colheita numa fiambreira 

 

       

   

Imagem 6- Conservação das amostras recolhidas e sua arrumação antes da entrega no laboratório para análise

 

 

 

 

 

 

publicado por jborracha às 16:39
Sábado, 21 / 01 / 12

Visita às ETAR´S

Visita às ETAR´S 


Durante a realização do estágio curricular na Unidade de Saúde Pública tivemos a oportunidade de efectuar uma visita guiada a alguma ETAR´S no sentido de poder conhecer o seu processo de funcionamento. Esta visita é realizada no âmbito do Conteúdo Funcional do Técnico de Saúde Ambiental, Decreto-Lei 117/95, de 30 de Maio na área da protecção sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doenças, procurando, deste modo, conhecer a qualidade dessas mesmas águas residuais e as respectivas descargas após tratamento no meio hídrico.

 

Esta visita foi guiada pela Engenheira da empresa Águas Públicas do Alentejo, entidade responsável pela gestão das ETAR´S do concelho, sendo que foi-nos dado a conhecer que a gestão das ETAR´S passará a ser responsabilidade de uma empresa externa após adjudicação por concurso público.

 

Numa localidade encontrámos duas ETAR´S, uma localizada a Sul e outra localizada a Norte da referida localidade.

A ETAR localizada a Sul é a mais recente, data de 2009, sendo uma ETAR compacta com funcionamento através de um Reactor Biológico, sem antes de passar pela obra de entrada  onde é realizado uma gradagem, tratamento de águas residuais brutas e tem como objectivo a remoção de sólidos grosseiros à entrada de uma Estação de águas Residuais.

 

A remoção dos sólidos grosseiros tem as seguintes finalidades:

 

- Protecção de dispositivos de transporte e tratamento a jusante;

 

- Eliminação de sólidos grosseiros nos meios receptores (sólidos grosseiros flutuantes);

 

- Aumento da eficiência de tratamento do sistema, pela eliminação inicial de matéria orgânica.

 

Após a passagem pela obra de entrada, as águas residuais entram no reactor biológico enterrado, sendo a água residual arejada artificialmente através de um sistema de introdução forçada de ar. Ocorre o contacto entre a matéria orgânica presente na água residual e os microorganismos responsáveis pelo processo de oxidação. O processo decorre a nível da massa biologicamente activa na água residual resultante do processo de floculação das partículas coloidais e inorgânicas e de células vivas, principalmente as bactérias e protozoários, as denominadas lamas activadas. Deste processo resulta a transformação da matéria orgânica em materiais mineralizados e decantáveis.

 

O arejamento assegura a degradação biológica aeróbia do efluente, garantindo-se deste modo elevados níveis de tratamento e a ausência de odores desagradáveis. Os níveis de ruído gerados pelo soprador são desprezáveis.

 

O arejamento da massa líquida será efectuado através de um sistema de difusão por bolha fina de alto rendimento, constituído por um conjunto de Difusores de EPDM (Sistema Anti-Colmatação) alimentados por um electro-soprador de canal lateral.

 

O sistema de difusão por bolha fina representa um avanço tecnológico relativamente aos sistemas de arejamento tradicionais uma vez que apresenta as seguintes vantagens técnicas:

 

• Distribuição Homogénea do Ar introduzido no Bioreactor, garantindo uma mistura completa do “Licor Misto” e evitando zonas localizadas de perturbação, com potencial quebra dos flocos biológicos gerados;

 

• Elevado Coeficiente de Transferência de O2 para a massa líquida, relativamente aos sistemas tradicionais, com consequente redução do consumo de energia verificado na Operação de Arejamento;

 

• Eliminação de fenómenos de colmatação, através da utilização de Difusores em EPDM em detrimento dos tradicionais Difusores Cerâmicos;

• Ausência de equipamentos electromecânicos submersos, facilitando a identificação de potenciais anomalias e operações de manutenção preventiva e/ou correctiva.  

 

Posteriormente à passagem pelo reactor biológico, as águas residuais sofrem uma decantação secundária, a água separa-se por simples decantação no decantador ou clarificador, sendo a água tratada evacuada por descarregadores de superfície. Uma parte das lamas é recirculada por bombagem para o tanque de arejamento de forma a manter constante a população bacteriana. Os ciclos de funcionamento poderão ser ajustados, no decurso da exploração do sistema, tendo em conta as condições reais de afluência. 

 

O controlo analítico do efluente tratado será efectuado numa caixa de amostragem colocada a jusante do sistema de tratamento.

As lamas em excesso (de quantidade reduzida em sistemas de baixa carga) serão removidas periodicamente e conduzidas a destino final, podendo equacionar-se a sua valorização agrícola como correctivo orgânico.

 

Esta ETAR embora recente apresenta algumas deficiências pelo facto de não ter um processo de desengorduramento no tratamento das águas residuais, em alturas de elevada pluviosidade, a ETAR tem dificuldades para efectuar o tratamento total, ocorrendo, desta forma, descarga directa no meio hídrico e por fim, nesta localidade existe uma fábrica de massa de pimentão que em períodos de laboração, causa grande constrangimento na ETAR através das suas descargas de águas residuais sem qualquer tratamento prévio.

  

                      

A ETAR, localizada a Norte da localidade é mais antiga e tem o seu tratamento por lagunagem, apresentando 3 lagoas que realizam o tratamento necessário antes da descarga em meio hídrico.

 

Podemos definir o processo de lagunagem como um tratamento biológico de águas residuais baseado num desenvolvimento simbiótico de algas e bactérias à custa da degradação da matéria orgânica.

 

Vantagens:

 

- Menores custos de investimento e exploração.

 

- Poder de suporte de fortes variações de carga orgânica e pH.

 

- Elevado coeficiente de troca de calor com a atmosfera (importante em casos de poluição térmica).

 

- Grandes percentagens de remoção de CBO5 e SST.

 

Inconvenientes:

 

- Sensibilidade às baixas temperaturas;

 

- Necessidade de grandes superfícies de terreno;

 

- Possível desenvolvimento de maus cheiros.

 

Estas águas residuais passam por uma obra de entrada constituída por duas grelhas de limpeza manual; uma lagoa anaeróbia que é a que apresenta maior profundidade (5 metros) e onde se acumulam lamas; uma lagoa facultativa, com a área de maiores dimensões onde a degradação de matéria orgânica é degradada; uma lagoa de maturação, local onde os detritos ficam a maturar e, também onde as águas são devolvidas ao meio hídrico.

 

Deve notar-se que neste tipo de tratamento as lamas devem ser sujeitas à sua remoção de 4 em 4 anos ou de 5 em 5 anos, sendo que, na maioria dos casos esta situação não ocorre.

 

Numa outra localidade visitámos uma ETAR em que o processo de tratamento é igual ao referido acima, com uma pequena nuance verificada, neste equipamento verificamos a presença de 4 lagoas em vez das 3 identificadas na anterior.

 

    

                                                                                                                 

Por fim visitámos numa outra localidade uma ETAR em que o tratamento é realizado por leitos percolados, tratamento biológico. Na obra de entrada, o processo é através de gradagem, tratamento de águas residuais brutas e tem como objectivo a remoção de sólidos grosseiros à entrada de uma Estação de águas Residuais.

 

A remoção dos sólidos grosseiros tem as seguintes finalidades:

 

- Protecção de dispositivos de transporte e tratamento a jusante;

 

- Eliminação de sólidos grosseiros nos meios receptores (sólidos grosseiros flutuantes);

 

- Aumento da eficiência de tratamento do sistema, pela eliminação inicial de matéria orgânica.

 

Posteriormente após a gradagem, as águas residuais seguem para um tanque imhoff, composto por duas zonas, na zona central é realizada uma decantação das lamas e, ao redor é realizada uma digestão anaeróbia da matéria orgânica, sendo realizada uma nova gradagem improvisada à saída do tanque para o leito percolador, devido aos detritos ainda existentes e que não foram bem gradados.

 

No leito percolador, após o tratamento preliminar, o efluente passa pelo decantador primário até chegar ao leito percolador de enchimento variável. Aqui o efluente entra num distribuidor rotativo e vai criar no leito um filme biológico constituído por um aglomerado de bactérias que fazem a decomposição da matéria orgânica. Quando o efluente é escoado pode ser feita a recirculação em torno do leito percolador ou a descarga no meio receptor. No entanto, a recirculação deve ser feita de preferência a partir do efluente tratado do decantador secundário, pois neste caso a matéria orgânica encontra-se diluída e, por conseguinte, não ocorre o risco de o leito percolador sofrer colmatação dos espaços vazios de enchimento.

 

As lamas resultantes deste processo são direccionadas para leitos/tanques de secagem para sofrer desidratação, sendo a água tratada descarregada em meio hídrico.

 

      

                                                                                                                                       

Após esta visita podemos concluir que existem bastantes deficiências no normal funcionamento das ETAR´S em questão, sendo que os processos, por vezes, não são cumpridos na sua totalidade e também pelo facto de os equipamentos se encontrarem bastante degradados, afectando, desta forma, o seu normal funcionamento.

 

 

 

publicado por jborracha às 15:40
Sábado, 21 / 01 / 12

Notícia Jornal Público

 

Notícia do Jornal "O Público"

 

Na sequência do post anterior, deixo-vos um artigo relacionado com o consumo de água de fontes e fontanários e os perigos para a saúde humana.

 

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

Catarina Gomes "Maioria dos fontanários do país não possui água própria para consumo", diz estudo Instituto analisou 41 fontes em Sintra, mas defende que risco para a saúde pública é extensível a milhares de nascentes espalhadas no país "Já o meu avô e o meu pai lá bebiam", "eu sempre bebi esta água e nunca me fez mal". São frases usadas como justificação por muitas pessoas para continuarem a ingerir água dos milhares de fontanários espalhados pelo país, refere Helena Rebelo, coordenadora do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), coordenadora de um estudo que encontrou nestas nascentes águas com "um elevado risco para a saúde" e onde se diz que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano". Estamos em pleno Verão, época de viagens e paragens para refrescar em fontes de beira de estrada. Helena Rebelo não aconselha as pessoas a beberem nestes locais, mesmo que o tenham feito antes sem problemas de saúde associados. No estudo que coordenou, avaliou 41 fontanários localizados na área de Sintra e "só dois tinham águas em condições de ser bebida e eram muito poucos os que tinham placas a indicá-lo", enquanto 38 se revestiam de "um alto risco para a saúde, podendo desencadear doenças infecciosas". Helena Rebelo defende que, embora esta não seja uma amostra estatisticamente representativa do país, o alerta de perigo para a saúde pública é extensível a milhares de outras fontes espalhadas pelo país, que, em regra, não são vigiadas. "A maior parte dos fontanários estão ao abandono", lembra, sublinhando que "continuam por definir competências em matéria de gestão e preservação destes recursos hídricos". O estudo foi divulgado recentemente no site da instituição e as amostras de água foram recolhidas entre Fevereiro de 2006 e Abril de 2007. O estudo conclui que "a grande maioria das bicas e fontanários existentes em Portugal não possui água de qualidade adequada para consumo humano", lê-se, identificando-se como "um problema real de saúde pública que requer a atenção das autoridades de saúde, das autarquias locais e da população em geral". A investigadora do INSA nota que algumas pessoas até escolhem este tipo de água por oposição à água da rede pública, a qual, apesar de tratada e sujeita a análises regulares, ainda é olhada com desconfiança. O próprio estudo alude à convicção de que "algumas nascentes naturais possuem propriedades terapêuticas". "Ainda existe a ideia de que as águas não tratadas são naturais. Agora o que é natural é bem. É difícil mudar mentalidades", constata. O problema é que "as fontes de poluição continuam a aumentar". Tanto podem ser uma fossa séptica como pastagens com animais ou rupturas em redes de esgotos. Aliás, a própria agricultura e o uso de pesticidas e fertilizantes colocados no solo podem ser também a origem do problema. Nalgumas fontes foram encontrados nitratos de origem agrícola. O facto de uma pessoa ter consumido dessa água contaminada e não ter ficado doente não faz dessa água própria para consumo. "Não basta um copo para se ficar doente", alerta, notando ainda que os organismos não reagem da mesma forma e que crianças ou pessoas com doenças pré-existentes e com o sistema imunitário mais vulnerável podem estar propensas a complicações. A "contaminação microbiológica de origem fecal", que foi encontrada em 87,8 por cento das análises afectadas, incluindo a presença da agora famosa bactéria Escherichia coli, tem como complicação mais comum a gastroenterite, com sintomas como febre, diarreia e vómitos. Como consequência do trabalho, a autarquia passou a assinalar as fontes com água imprópria para consumo, nota Helena Rebelo, mas o estudo propõe o seu encerramento. A DECO alertou para contaminação, a Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores divulgou em Junho o resultado a uma análise a 35 fontanários de norte a sul do país que demonstrou que 12 tinham água imprópria para consumo. Ou seja, um em cada três continha água de má qualidade. "Ingeri-la é arriscar a saúde, pois não tem ligação à rede pública, nem tratamento ou controlo", lia-se na revista Proteste. O problema foi a contaminação bacteriológica por Escherichia coli, Enterococus, Clostridium Perfringens ou coliformes fecais, presentes em fontanários de dez localidades - Almeida, Baião, Beja, Elvas, Loulé, Nisa, Santarém, Santiago do Cacém, Vale de Cambra e Santa Maria de Viseu. Já em Caneças, Odivelas, a água excedia o limite máximo de chumbo e alumínio e em Abrantes o problema eram valores de manganês. Em 2004, a revista Teste Saúde tinha feito um estudo semelhante, voltando agora a estudar os mesmos 18 fontanários que revelaram água contaminada.


publicado por jborracha às 15:32
Este blog surge como forma de publicitar todas as actividades desenvolvidas enquanto estagiário na Unidade de Saúde Pública no Centro de Saúde de Viana do Alentejo.

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